Santa Teresa e as Termas de Cocalmayo

A melhor parada na rota, da qual ninguém fala o suficiente.

Quando os viajantes falam sobre a Rota Inca na Selva após retornarem a Cusco, a conversa geralmente gira em torno da descida de bicicleta e de Machu Picchu. Essas são as experiências que marcam o início e o fim da jornada, as que têm o maior peso narrativo, e merecem a atenção que recebem. Mas em algum momento no meio da conversa, se o viajante for minucioso, Santa Teresa surge. E quando isso acontece, o tom muda ligeiramente. Deixa de ser sobre euforia e passa a ser sobre algo mais tranquilo e duradouro.

Santa Teresa é uma pequena cidade no vale do rio de mesmo nome, situada a aproximadamente 1.600 metros de altitude, em meio à floresta nublada entre os Andes e a Amazônia. Não é um destino turístico no sentido convencional. Possui um mercado, alguns restaurantes, acomodações simples e uma paisagem circundante de plantações de café, pomares e floresta nublada, que é bela de uma maneira peculiar e tranquila, como a beleza de lugares que ninguém planejou para serem belos.

As Termas de Cocalmayo ficam a uma curta distância da cidade, às margens do Rio Santa Teresa. Elas são o motivo pelo qual a maioria dos viajantes que exploram a selva inca conhecem o nome Santa Teresa, e merecem um artigo só para elas.

AS FONTES

Cocalmayo é alimentada pela atividade geotérmica sob a cordilheira dos Andes, água aquecida pela terra que emerge à superfície a temperaturas entre 35 e 42 graus Celsius. As piscinas estão dispostas na margem do rio em uma série de terraços, com a água mais quente no topo e piscinas progressivamente mais frias descendo em direção ao próprio rio. O som do Rio Santa Teresa permeia toda a experiência.

As piscinas são cercadas por uma floresta nublada. Há árvores. Há pássaros. No final da tarde, quando a luz penetra pela copa das árvores em ângulos baixos, o cenário adquire uma qualidade genuinamente difícil de capturar em uma fotografia e genuinamente fácil de experimentar quando se está sentado na água morna observando o fenômeno.

A maioria dos grupos da Inca Jungle chega a Cocalmayo no meio ou no final da tarde, após a descida de rafting do segundo dia. Isso significa que a maioria dos viajantes que entram nas piscinas naturais já percorreu 65 quilômetros de estrada de montanha e passou duas horas remando em um rio de classe III. O efeito da água nas pernas e nos ombros, que trabalharam por dois dias, é sentido poucos minutos após a imersão e tende a produzir um silêncio peculiar no grupo, que comunica mais do que uma conversa.

INFORMAÇÕES PRÁTICAS PARA SUA VISITA

Leve seu traje de banho na mochila de ataque, não na mala principal. Este é o erro mais comum e mais evitável no segundo dia da rota da Selva Inca.

A entrada custa 10 soles por pessoa, paga na entrada e não está incluída no preço do passeio. Leve dinheiro em espécie.

Uma toalha da sua mala principal é mais confortável do que as toalhas pequenas fornecidas na acomodação. Peça ao motorista para levar sua mala principal até as fontes termais se quiser ter acesso a ela antes da parada na acomodação.

Reserve pelo menos 90 minutos para ficar nas piscinas. Os primeiros 30 minutos são de adaptação. Nos 30 minutos seguintes, você começa a sentir os benefícios. E nos últimos 30 minutos, a maioria das pessoas decide que gostaria de ficar muito mais tempo do que o planejado.

Hidrate-se enquanto estiver na água. As piscinas termais em altitudes elevadas, com o ar quente da tarde, criam condições em que o corpo perde água de forma rápida e silenciosa. Leve sua garrafa de água para a borda da piscina.

CIDADE DE SANTA TERESA

Após as fontes termais, o grupo segue para Santa Teresa para pernoitar. A cidade é pequena, acolhedora e voltada principalmente para a atividade agrícola do vale circundante, em vez do turismo. O jantar na hospedagem está incluído nesta noite, o que elimina a preocupação logística de se locomover por uma cidade desconhecida após o anoitecer, depois de dois dias exigentes na rota.

Para os viajantes que desejam explorar a cidade no intervalo entre as nascentes e o jantar, o mercado local e a praça central ficam a uma curta caminhada da acomodação. As frutas disponíveis no mercado, colhidas nas plantações da região, são excepcionais e valem a pena serem experimentadas. Abacates, mangas e maracujás cultivados nessa altitude possuem uma qualidade que seus equivalentes exportados não conseguem reproduzir.